sábado, 21 de janeiro de 2012

A Lei do Karma

O Exú Rei das Sete Encruzalhadas da Lira, explica como funciona a Lei do Karma.

"Houve através da queima kármica (execução kármica) gabarito a subir das Trevas para as Sombras e desta para a Luz.
Após muitos esclarecimentos, reafirmamos que Exú é, além de tudo um policial ostensivo mas também o Juíz. Ao fazer determinados Kiumbas (Eguns), os mesmos são levado aos tribunais sumaríssimos inferiores, onde são julgados pelos Exús. Esse julgamento obedece a um plano superior de instância superior onde há uma certa Jurisprudência, mas a nossa autonomia é plena. A ação está vinculada à tarefas de elevar ou mesmo nas Trevas. Por isso diz-se "Exú de Duas Cabeças" que significa que ele é reverente e obediente aos planos de Luz, mas devido a suas funções age nas Sombras ou mesmo nas Trevas.
O Exú é responsável pelas Almas e seus Karmas, Exú faz com que o mal que se encontra cristalizado nos seres espirituais já desencarnados, que se expressa pela ignorância, irracionalidade e paixões desvairadas, gradativamente se rompam e subam a escada da Razão e do Sentimento mais nobre que as delas (Almas) não contribuem para seu próprio crescimento e ficarão lá escravizados pelos Exús e Pomba Giras. A Lei da Ação e Reação."

Mensagem dada em 21 de janeiro através da TataInkice Daniela Salles

De Bará a Oxalá - YEMANJÁ

por Pauline de Yemanjá Bocí


YEMANJÁ

Yemanjá é a décima primeira Orixá do Orumalé. Deusa dos Mares, Yemanjá é a Dona dos Pensamentos. Assim como Oxum e Oxalá, faz parte dos Orixás de Coroa.Yemanjá é um dos Orixás mais conhecidos no Brasil. Em Yourubá seu nome significa "Mãe cuja os filhos são peixes". Muito se recorre a ela para apaziguar os pensamentos de alguém. Conta a lenda de Yemanjá que teve 10 filhos de seu primeiro casamento e em decorrência disso seus seios ficaram enormes. Certo dia, caminhando por Ifé ela conhece Ogum e ambos se apaixonam. Ogum era um guerreiro muito bonito, dono de um charme particular apesar de rude e Yemanjá que atraía olhares por onde passava, logo os dois se casaram. Yemanjá mora na casa de Ogum mas impõe-lhe a condição de que nunca fale do tamanho de seus seios. Ele, aceita prontamente o pedido de Yemanjá por ter se encantado com tamanha beleza e delicadeza dela, mas também faz um pedido. Que ela nunca falasse do seu hábito de beber, que ele gostava muito. Ambos entram num consenso e vivem por longos anos assim. Certo dia, Ogum chega bêbado em casa e Yemanjá reclama porque a bebida o havia deixado desastrado. Ogum tinha fama de beberrão e violento. Ele ralha com ela e fala do tamanho de seus seios. Yemanjá revolta-se e vai embora muito chateada porque os dois não conseguiram manter o combinado. Vagando durante a noite, Yemanjá que há muitos anos havia recebido de seu pai uma garrafa com água lembra-se da ocasião em que seu pai lhe dá a garrafa e lhe orienta para que somente a quebre em caso de extrema necessidade. Ela quebra a garrafa na areia e o mar se abre aos seus pés. Ela foge para alto mar e permanece. Ogum sai a procura dela desesperado, quando ouve perto do mar um canto melancólico e reconhece nele Yemanjá. Ogum tenta todas as formas de se encontrar com Yemanjá para se desculpar. Muito magoada, ela foge mais ainda. Xangô, percebe a ira de Ogum por não poder se aproximar de Yemanjá e a defende. Ogum enfurecesse com Xangô que joga raios no mar e erguem-se pedreiras impedindo Ogum de se encontrar com Yemanjá. Depois disso, Ogum nunca mais vira Yemanjá.

Dona da Clareza, Yemanjá é um Orixá de Mel mas também de muita força. É como o mar, quando sua fúria é invocada as ondas atingem que estiver por perto sem pena. Impera no âmbito familiar, de unir todos, estar sempre ás voltas da casa. Muito intempestivos, seus filhos não possuem a calma da Mãe. Geralmente são muito bravos, querem impor sua escolha e dominar as situações.

CLASSIFICAÇÕES DA ORIXÁ YEMANJÁ

Bocí

A Orixá apesar de muito maternal, é muito vaidosa. Gosta de coisas luxuosas e seus filhos e filhas tem um apreço especial pelos cabelos. Quando solicitada propicia favores inestimáveis por ser a Dona do Pensamento. Sabe punir mas também sabe recompensar.

Bomí

Yemanjá não tolera erros e suas punições são grandes sem volta e sem perdão. Fazer com que ela se revolte é grave pois ela sabe o poder que tem. Pois como se costuma dizer dentro da Religião, depois que o mel azeda não existe forma para voltar a ser o que era. A maior característica de Yemanjá é ser remosa, tudo deve ser no tempo dela e o que ela permitir.

Nanã Bocorum

Ela impera no pensamento e o pior erro é chamar um filho de Yemanjá de louco. Provocar a ira dela é perigoso, ela defende os seus com unhas e dentes e se encarrega. Yemanjá rege o sentido da educação dada aos filhos que é passada de geração a geração. Seus filhos são pais e mães de coração de muitas pessoas e em decorrência disso muitas de suas filhas tem dificuldade para engravidar ou tem muitos filhos.

Os serviços mais comuns feitos para Yemanjá são abafamentos e adoçamentos. Também quando se quer que alguém fique com a pessoa em pensamento se faz um Axé para Yemanjá.

A forma de saudarmos Yemanjá é OMI ODO. O dia da semana de Yemanjá é a sexta-feira. Suas cores são respectivamente: Yemanjá Bocí é o azul claro, Yemanjá Bomí é o azul escuro e Yemanjá Nanã Borocum usa lilás. 

Suas ervas características são: guiné, oro, alevante, dinheiro em penca, fortuna, hortênsia, alfazema, alface, amor-perfeito, violeta, verbena, vetiver, onda-do-mar (verde e vermelho), jasmim, junco, malva cheirosa, chicória (endívia), cipó ouro, imburana.

Os Aduntós de Yemanjá são:

Yemanjá Bocí com Ogum Adiolá, Xangô Agandjú, Odé, Oxalá Dacum, Oxalá Obocum e raramente com Ossanha quando os filhos tem algum problema grave de saúde
Yemanjá Bomí com Oxalá Jobocum e às vezes com Oxalá Oromilaia
Yemanjá Nanã Borocum com Oxalá Jobocum


Yemanjá rege os seguintes órgãos: vesícula, fígado, testículos, pêlos, cabelos, sangue, braço, ossos do braço, ossos da cintura pélvica.

A oferenda (frente) para Yemanjá leva canjica branca cozida, 4, 8, 16 (e seus múltiplos) cocadas, mel e 8 borrifadas de perfume. Nos Ilês é comum se ter também o Ecó (condensador de energias) de Yemanjá que leva uma flor branca, mel, água, uma moeda prateada e 8 borrifadas de perfume. O Ecó é feito semanalmente.


O Assentamento de Yemanjá leva âncora, leme, navio, jóias de prata, pérolas, caramujo, cavalo-marinho, estrela-do-mar, remo, conchas, conchas de madrepérola, espelho, perfume, batom, esmalte, pente.

O Ocutá (ponto principal entre o Orixá e a pessoa) é brilhosa branca, azul ou lilás, de diversas formas sendo a mais comum arredondada.

Abaixo você pode conferir a Reza de Nação Cabinda de Yemanjá.
O próximo Orixá será Oxalá, o último do Orumalé.
Quer saber mais? Entre em contato conosco pelo e-mail danieladeoxumademum@gmail.com

Omi odo Mãe!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

De Bará a Oxalá - OXUM

por Pauline de Yemanjá Bocí

OXUM

Oxum é a décima Orixá do Orumalé. Dona da Fortuna, da Beleza e dos Rios de Água Doce, Oxum carrega consigo o espelho. Oxum é a Deusa das paixões, fertilidade, do ouro. É uma das Orixás mais conhecidas no Brasil e a mais recorrida. Dona de uma beleza ímpar, Oxum seduz qualquer um e usa de seus artifícios para conseguir o que quer. Conta a lenda de Oxum, que ela teve muitos filhos mas quem os criou foram Yansã e Yemanjá. Junto com Bará e Oxalá Oromilaia, os 3 regem o Jogo do Ifá (búzios). Oxum queria aprender o Jogo do Ifá e Bará recusava-se a ensinar, logo ela armou uma forma de descobrir com muita astúcia. Se você saber mais sobre essa lenda acesse o link abaixo:

Oxum é a Dona dos Rios de Água Doce, nada mais necessário ao ser humano do que a água potável e em decorrência ela é dona da Fertilidade. Conta a lenda de que Oxum queria integrar a Cúpula masculina onde era decidido o futuro da humanidade pelos Orixás homens. Oxum revolta-se por não fazer parte e seca tudo, tudo que tinha vida no Planeta extingue-se. As mulheres não dão mais a luz, as fêmeas também não, as plantas se tornam escassas e os alimentos se terminam. A Cúpula percebe a revolta e o poder de Oxum em retaliação por não integrar o grupo e eles a convidam para fazer parte. Oxum muito satisfeita, devolve a fertilidade ao planeta.

CLASSIFICAÇÕES DA ORIXÁ OXUM

Epandá Ibedji

A Oxum Epandá Ibedji é a mais nova da classificação. Ela está sempre junto de Xangô de Ibedji, filhos de Oxum com Xangô. Os serviços feitos para os Ibedjis geralmente são voltados a problemas que necessitam que certa urgência principalmente com assuntos de Justiça, porque como eles são crianças correm na frente dos outros Orixás para solucionarem rapidamente como o Amalá com os doces dos Ibedjis. Mulheres que desejam engravidar podem ofertar os Ibedjis ou podem comparecer em Mesa de Ibedjis que é o início do Batuque de Nação. Representam no Ifá o novo, a renovação em geral.

Epandá

Oxum é um Orixá de Mel. Sua doçura e amabilidade são perceptíveis mas mesmo assim ela é um Orixá de muita força já que ela sempre quis estar sempre a frente de tudo. Junto com Yemanjá e Oxalá, os três são os Orixás de Coroa (Cabeças Grande). Oxum rege a subsistência de todos os seres, plantas, animais em virtude das Águas Doces, Yemanjá rege o Pensamento e Oxalá rege a Existência, assim como o desencarne também.  

Ademum
Ora Iê iêô Mãe Oxum Ademum! Ademum é um Orixá muito forte. Apesar do Mel, ela é um Orixá doce e por ser uma Oxum ela é um Orixá de Guerra (carrega além do espelho, uma espada), não se deve prometer nada nem desejar algo que não seja correto e sincero pois ela não atende. Aliás com Orixá nenhum se deve fazer isto. Algo muito importante que se deve esclarecer é que o destino não pode ser manipulado nem o carma. Aquilo que está escrito para vivermos a partir do momento que o ser humano respira pela primeira vez não pode ser alterado. 
Os serviços feitos para Oxum geralmente são voltados para o amor e o dinheiro.
 
Olobá

Oxum Olobá é um Orixá de Lomba. O Assentamento dela pode ser feito dentro do Quarto de Santo ou num Jardim dentro da casa com uma fonte. Podem ser feitos cortes na Lomba para ela. Aqui, não nos ateremos a mitos e lendas porque existem muitas lendas a cerca dos Orixás, principalmente da Orixá Oxum já que ela por si só mexe com o íntimo por causa dos amores e paixões. 
  
Docô

Oxum Docô é a mais velha da classificação. Impera no instinto maternal que toda mulher tem consigo. É um Orixá doce, mas nem por isso menos intempestiva. As características de Oxum são infindáveis e complexas.
Oxum Docô guarda tudo que a Ademum conquista

A forma de saudarmos Oxum é ORA IÊ IÊÔ. O dia da semana de Oxum é sábado. As cores correspondentes são: Oxum Epandá Ibedji usa todas as cores menos o preto, Epandá usa amarelo claro, Ademum dourado, Olobá amarelo ovo puxando para o dourado e Docô bronze dourado.

Suas ervas características são: guiné, oro, alevante, dinheiro em penca, fortuna, mimo de vênus, poejo, alecrim, jasmim, lírio, amor-perfeito, sândalo, abóbora (folha), abricó (folha), arroz (folha), avenca, couve, funcho, moranga (folha), mogango (folha), melão (folha), rosa amarela, sálvia, tamareira (folha), tamarindeiro (folha), tomateiro (folha), hortelã, trevo, verbena, vetiver, violeta, junco, manjericão, simaruba.

Os Adjuntós de Oxum são:

Oxum Epandá Ibedji com Xangô Agandjú Ibedji
Oxum Epandá com Bará Agelú, Ogum Adiolá, Xangô Agandjú, Oxalá Obocum, Oxalá Olocum
Oxum Ademum com Ossanha
Oxum Olobá com Xangô Agodô, Xapanã Belujá
Oxum Docô com Oxalá Jobocum e às vezes com Oxalá Orumilaia


Oxum rege os seguintes órgãos: coração, útero, estômago, sangue, ovários, antebraço, mãos, ossos do antebraço, ossos da mão, ossos da cintura pélvica.

A oferenda (frente) de Oxum leva canjica amarela cozida, 4 ou 8 ou 16 (e seus múltiplos) quindins, mel e 8 borrifadas de perfume. Olobá couve refogada com mel e um pouco de dendê O número 8 é o número do Povo de Praia (Oxum, Yemanjá e Oxalá). No Ilê nós também fazemos o Ecó que é o calço da casa e protege contra os Eguns, trazendo também proteção e movimento. O Ecó é feito semanalmente com farinha de milho, 8 moedas, mel, uma gema de ovo dentro de um copo com água e 8 borrifadas de perfume.

O Assentamento de Oxum leva muitos itens. Dona da Beleza, sempre que os Iniciados vão fazer assentamento para ela utilizam espelhos, perfume, brincos, pulseiras, pente, leque, jóias, colares, um anel de pedra vermelha (rubi) para Oxum Epandá Ibedji e Epandá, Ademum e Olobá a pedra é o topázio e Docô a pedra é o brilhante. Também usa-se uma espada que Oxum Ademum carrega.

O Ocutá (ponto principal entre o Orixá e a pessoa) é arrendondado e de tonalidade amarelada ou dourada. 

Abaixo você pode conferir a Reza de Nação Cabinda de Oxum. 
O próximo Orixá será Yemanjá. 
Quer saber mais? Entre em contato conosco pelo e-mail danieladeoxumademum@gmail.com

Axé a todos!



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

De Bará a Oxalá - XAPANÃ

por Pauline de Yemanjá Bocí


XAPANÃ



Xapanã é o nono Orixá do Orumalé. Deus das Doenças Materiais e Espirituais, é um Orixá muito forte e conhecido por sua fúria e vingança. Carrega consigo uma cabaça com búzios representando o Feitiço. Dono das Doenças e do Feitiço, responde pelo processo de desencarne. Com sua vassoura limpa as energias negativas levando todo o mal. Conta a lenda de Xapanã que ele fora abandonado por sua mãe Oxum por causa de sua doença (lepra) e Yemanjá (Nanã Borocum) lhe achou no lodo e o acolheu. Xapanã cresceu e se tornou o homem mais bonito, apesar da doença que lhe acometia a pele. Certo dia, Oxum pergunta a Yemanjá (Nanã Borocum) quem era aquele belo homem que com ela estava, Yemanjá responde que era o filho que ela tinha renegado. Os filhos de Xapanã geralmente tem manchas pelo corpo, cicatrizes e secreções que perduram a vida toda.

CLASSIFICAÇÕES DO ORIXÁ XAPANÃ


Jubeteí

Xapanã anda coberto da cabeça aos pés com palha-da-costa para esconder a lepra. Yemanjá cria Xapanã desde pequeno tornando-o forte e saudável. 

Sapatá

Dono do Feitiço, os serviços mais comuns feitos para Xapanã são para corte de feitiços ou demandas. A vassoura representa a palha que ele vestia que carrega e varre todo o mal e da mesma forma ele se protegia dos Eguns.

Belujá

Xapanã Belujá junto com Oyá Timboá responde pelos cemitérios. Xapanã é um Orixá de Epô (azeite de dendê).

A forma de saudar Xapanã é ABÁO. O dia da semana de Xapanã é quarta-feira. As cores correspondentes são: Xapanã Sapatá e Xapanã Jubeteí são o vermelho e preto. A cor de Xapanã Belujá é lilás escuro.

Suas ervas caracteristícas são: guiné, oro, alevante, dinheiro em penca, fortuna, barba-de-pau (cipó cabeludo), gervão, onda do mar (vermelha), losna, absinto, concorosa, picão, erva-de-arumbeva, café (folha), beringela roxa (folha), funcho, mastruço (mastruz ou menstruz), urtiga, carqueja, carquejinha, videira (folha), suspiro, quebra pedra. 

Os Adjuntós de Xapanã são:

Xapanã Jubeteí com Oyá, Obá
Xapanã Sapatá com Yansã, Obá
Xapanã Belujá com Yansã, Oxum Olobá


Xapanã rege os seguintes órgãos: pele, intestino grosso, ânus, sangue e bexiga. A oferenda (frente) feita para Xapanã leva milho torrado, feijão torrado, amendoim torrado e dendê. 

O Assentamento de Xapanã leva uma vassoura, cachimbo, gadanha, relho de crina de cavalo, revolver e chicote. 
O Ocutá (ponto principal entre o Orixá e a pessoa) é em forma de um tecido varioliforme e bexigoso ou em forma de um porongo.

Neste link você pode acessar no Youtube a Reza de Xapanã na Nação Cabinda

O próximo Orixá será Oxum.
Quer saber mais? Entre em contato conosco pelo e-mail danieladeoxumademum@gmail.com

Axé a todos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

De Bará a Oxalá - OSSANHA

por Pauline de Yemanjá Bocí


OSSANHA

Ossanha é o oitavo Orixá do Orumalé. Deus das Ervas Medicinais, era o médico dos Orixás. Carregava consigo o poder das plantas medicinais e operava curas do seu povo. Conta a lenda de Ossanha que quando os rios secaram, os alimentos ficaram escassos, toda a fertilidade de todo o Aiê (Terra) se extinguiu Ossanha amputou uma de suas pernas para alimentar povo. Ossanha também rege a fartura de dinheiro juntamente com Oxum Ademum. Ambos donos das riquezas, quando no Ifá respondem deve-se ficar atento porque pode indicar uma perda grande ou ganho grande de dinheiro. Não possui classificações. 

 

A forma que se saúda Ossanha é EU EU. O dia da semana de Ossanha é segunda-feira. Suas cores são o verde e amarelo.

As ervas características de Ossanha são: guiné, oro, alevante, dinheiro em penca, fortuna, onda-do-mar (verde), abacateiro (folha), abricó (folha), agrião, alcachofra, alface, chicória (endívia), batata inglesa (folha), gervão, aperta-ruão, cana-do-brejo, caxeta.

Os Adjuntós de Ossanha são:

Ossanha com Oxum Ademum ou em raras vezes com Yemanjá Bocí


Nas representações de Ossanha geralmente encontra-se ele com uma perna só devido ao mito que amputou sua perna para alimentar o povo. No Batuque, quando há a ocupação do cavalo-de-santo, sendo este filho de Ossanha, em seguida que o Orixá chega, vem dançando em um pé só.

Ossanha rege os seguintes órgãos: pés, pernas, coxas, sangue, ossos do pé. 
A oferenda (frente) de Ossanha leva miamiã gordo, um opeté em forma de cone com 7 moedas e figos ao redor. Em alguns Ilês, geralmente a frente leva uma linguiça assada. 

O Ocutá (ponto principal entre o Orixá e a pessoa) de Ossanha tem a forma de um pé.
Os serviços feitos para  Ossanha geralmente são voltados para a saúde, também podendo ser para o lado financeiro.

Neste link você pode acessar no Youtube a Reza de Ossanha na Nação Cabinda

O próximo Orixá será Xapanã.
Quer saber mais? Entre em contato conosco pelo e-mail danieladeoxumademum@gmail.com

Axé a todos!

De Bará a Oxalá - OBÁ

por Pauline de Yemanjá Bocí


OBÁ

Obá é a sétima Orixá do Orumalé. Dona da Roda, retira os cortes com sua Obé  e a navalha. Enérgica, Obá é um Orixá de Guerra, também dona dos amores impossíveis. Suas lendas sempre giram em torno de Obá desafiando os homens para guerrear. Quando casou-se com Xangô já era uma mulher madura, mais velha que ele. Xangô era casado também com Oxum, que queria que ele se indispusesse contra Obá. Instruiu Obá a cortar sua orelha porque também tinha feito o mesmo e colocar no Amalá de Xangô e ele havia apreciado. Enfurecido ele atira o Amalá nos pés de Obá e ela vai embora. Viveu num rio que leva seu nome até hoje na África.
Obá é um Orixá muito forte, em uma de suas lendas chama Ogum para guerrear. Ele, Dono da Guerra e das Armas aceita o desafio. Ambos guerreiam até Ogum se dar conta que ela era tão forte e o fato de ser mulher não intimidou-a.
Nas representações de Obá, sempre a vemos com uma mão na orelha e outra com a navalha ou facão. A mão na orelha atribui-se a ela ter perdido a orelha devido ao ocorrido com Oxum e Xangô.
Obá não possui classificações.


No jogo do Ifá (Búzios) Obá sempre indica os cortes. Esses cortes podem ser oriundos de feitiços para qualquer aspecto. Ela também acusa a Obrigação já que na Nação Cabinda fazemos todas Obrigações com corte. Há correntes de estudiosos de mitologia africana que dizem que quando os rios Obá e Oxum se encontram a água é muito agitada e nunca se deve pronunciar o nome de um deles estando no outro. 

A forma que saudamos Obá é EXÓ. Não existem classificações para Obá como citamos anteriormente. O dia da semana de Obá é quarta-feira. Sua cor é o rosa.

As ervas características de Obá são: guiné, oro, alevante, dinheiro em penca, fortuna, aspargo, amor perfeito, urtiga, abacaxi (folha), abóbora (folha), alho, café (folha), salsaparrilha, salsa, rosa (cor de rosa), espada de Santa Catarina, cana-do-brejo, bauínia e imburana.


Os Adjuntós de Obá são:

Obá com Bará Lodê, Bará Lanã, Bará Adague, Xangô Agandjú, Xapanã Jubeteí, Xapanã Sapatá

Obá rege os seguintes órgãos: orelhas, apêndice, mãos, sangue e ossos da mão. A oferenda de Obá (frente) leva canjica cozida branca refogada no dendê, um opeté em forma de bola feito com batata cozida e amassada, 7 rodelas de abacaxi e o mesmo número de rodelas de abacaxi, vão de cerejas. As rodelas do abacaxi.
IMPORTANTE: Jamais deve-se servir Obá com canjica amarela, pois esta serve-se para Oxum. A canjica branca deve ser refogada no dendê e fica de cor semelhante com a da canjica amarela.

No Assentamento de Obá leva rolimã, navalha, orelha, espada e roda de madeira. O Ocutá (ponto principal entre o Orixá e a pessoa) é em formato de uma orelha.

Neste link abaixo você pode acessar no Youtube a Reza de Obá na Nação Cabinda. 
Reza de Nação Cabinda de Obá

O próximo Orixá será Ossanha.
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Axé a todos!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

De Bará a Oxalá - ODÉ E OTIM

por Pauline de Yemanjá Bocí


O E OTIM

Odé e Otim são os quintos Orixás do Orumalé. Andam sempre juntos, eles são parceiros e por isso cultuamos os dois juntos. Deuses da Caça e da Coleta, Odé e Otim trazem a fartura, principalmente dos alimentos.
Habitantes das matas, representam a caça aos animais e a coleta de frutas. Odé é auxiliado por Otim em sua caça. Ela carrega um cântaro onde levava as frutas que colhia e água para ambos caçarem. Conta a lenda deles que Odé caçava e ficava com pena, dando tudo para Otim comer. Ela tem fama de gulosa e isto explica a fartura que provém de Odé e Otim.
É bastante raro existirem filhos de Otim, mas Odé é mais comum. De uma beleza característica, ambos trazem a fartura e os excessos.

Odé

No Jogo do Ifá (Búzios) sempre alertamos que quando existem conversas, fofocas Odé e Otim respondem por este aspecto e é preciso sempre estar em alerta. Assim como os Ibedjis eles trazem movimento e coisas novas. 

Otim

Sempre que há um corte para eles ou uma oferenda, fazemos para os dois juntos. Eles são Orixás considerados jovens e belos. Seus filhos tem características fortes e marcantes. Gostam dos excessos, principalmente de comer bem, são decididos e de temperamento sensível, pendendo para o lado artístico.

A forma que se saldamos Odé é OQUE OQUEBAMBO e Otim é OTIM. Não existem classificações porque somente são Odé e Otim. O dia da semana deles é sexta-feira. Suas cores são azulão e o rosa (Odé) e azulão e laranja (Otim).

As ervas caracteristicas de Odé e Otim são: guiné, oro, alevante, dinheiro em penca, fortuna, lírio, coqueiro (folha), catinga de mulata, erva de bugre, aipim (folha), bananeira do mato (folha), butiazeiro (folha), rapazinho, vassoura vermelha, manjericão, cambará, caraguatá.

Os Adjuntós de Odé são
Odé com Otim, Yemanjá Bocí
Otim com Odé

Odé e Otim regem os seguintes órgãos: diafragma, intestino delgado, pulmão, sangue, ossos do tórax, ossos da cintura escupular.
A oferenda de Odé e Otim (frente) leva miamiã feito com farinha de mandioca e mel, 2 bisteca de porco e pirulitos.

O Assentamento de Odé e Otim é separado, ambos levando arco e flecha, espingarda, faca de mato, funda, bodoque, tacape, machado simples, lança. No Assentamento de Odé vai um vulto (boneco masculino) e no de Otim um vulto (boneco feminino).
O Ocutá (ponto principal entre o Orixá e a pessoa) é em formato arredondado em forma de um coco (fruta).

Neste link abaixo você pode acessar no Youtube a Reza de Odé e Otim na Nação Cabinda
Reza da Nação Cabinda de Odé e Otim

A próxima Orixá será Obá.
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Axé para todos!


domingo, 8 de janeiro de 2012

De Bará a Oxalá - XANGÔ

por Pauline de Yemanjá Bocí


XANGÔ

Xangô é o quarto Orixá e o Rei do Orumalé. Dono da Justiça, das Pedreiras e dos Trovões, Xangô é um Orixá de Força e de Guerra. Carrega em suas mãos o machado de 2 lados e a Balança que representam a Guerra e a Justiça. Conta a lenda que Xangô fora casado com Obá, Oxum e Yansã. Obá já era uma mulher mais madura e tinha muito ciúmes de Oxum, o que gerava um relacionamento bastante conflituoso entre elas. Oxum, muito astuta, sugere que Obá corte sua orelha e coloque na comida preferida de Xangô porque ela já teria feito isso e ele havia apreciado muito. Obá segue o conselho de Oxum e oferece o Amalá (comida predileta dele) com a sua orelha. Xangô enfurecido, fica pasmo com a ousadia de Obá ao oferecer sua orelha no Amalá e enojado de Obá. As piores palavras possíveis ele diz a Obá, ela tenta explicar o acontecido mas ele não dá ouvidos e atira o Amalá nos pés dela.
Com Oxum, Xangô teve dois filhos: Xangô Agandjú de Ibedji e Oxum Epandá de Ibedji. Na Cabinda são cultuados igualmente como os outros Orixás.

A Nação Cabinda se erradicou no Rio Grande do Sul através de Valdemar Antônio de Xangô Kamucá Barualofina. A classificação do Xangô de Valdemar, Kamucá é pertencente somente à ele, que é o único filho de Xangô de Kamucá de toda a árvore genealógica da Cabinda no Brasil, essa característica é hereditária.  Na Cabinda não se entrega a cabeça de um filho (Iniciado) para ele. No Batuque, não há dança para ele, os presentes ficam postados ajoelhados com as mãos no chão (com o polegar e o dedo mínimo para fora e os demais dedos virados para a palma da mão).

Valdemar Antônio de Xangô Kamucá Barualofina

CLASSIFICAÇÕES DO ORIXÁ XANGÔ

Xangô se classifica como Xangô Agandjú Ibedji, Agandjú e Agodô. Xangô de Kamucá não entra para esta classificação porque Valdemar foi o único filho de Xangô de Kamucá da Nação Cabinda.

Agandjú Ibedji
Nesta representação acima, Xangô Agandjú Ibedji está junto com Oxum Epandá Ibedji. Ambos são irmãos, filhos de Xangô com Oxum. Os Ibedjis, como costumamos chamar, estão sempre juntos e correndo na frente quando fazemos um trabalho para justiça e quando estamos prestes a inciar algo novo. Sempre agradamos eles com pirulitos, doces, maria mole, balas, bombons, pipoca doce e as mamadeiras da água da canjica amarela com mel. Eles trazem movimento para a casa e o trabalho quando ofertados. Depois de um Obrigação de Santo, no Batuque, se oferece antes de começar o Batuque a mesa dos Ibedjis. Essa mesa traz movimento para a casa e para o Iniciado que fez a Obrigação. Mulheres que querem engravidar são convidadas para integrar a mesa junto com as crianças.

Agandjú

Agodô

A forma de saudarmos Xangô é CAÔ CABECILE. O dia da semana de Xangô é a terça-feira. As cores de Xangô Agandjú Ibedji são todas as cores exceto o preto, Xangô Agangjú e Agodô as cores são o vermelho e o branco.

Suas ervas características são: guiné, oro, alevante, dinheiro em penca, fortuna, trevo, agrião, fios de pedra, quebra-pedra, erva de Xangô, quiabo (folha), bananeira (folha), romã (folha), manjerona, marapuama e ipê.

Os Adjuntós (combinações) de Xangô são:

Xangô Agandjú Ibedji com Oxum Epandá Ibedji
Xangô Agandjú com Oyá, Obá, Oxum Epandá, Yemanjá Bocí
Xangô Agodô com Yansã, Oxum Olobá


Xangô rege os seguintes órgãos: língua, glândulas salivares, esôfago, boca, sangue, brônquios, peito, ossos da face, ossos da cintura escapular e ossos do abdomêm. 
A oferenda (frente) para Xangô, é o Amalá que leva um pirão bem batido, carne (peito com osso), mostarda e algumas vezes repolho branco, de 8 a 16 bananas abertas e uma maçã partida em 4 partes. Para o Xangô Agandjú Ibedji usamos os mesmos ingredientes e alguns doces.

O Assentamento de Xangô Agandjú Ibedji se diferencia dos demais porque ele é criança, assim sendo o Assentamento leva: brinquedos, mamadeira, chupeta, bonequinhos e o machado de dois lados fica a critério. No Assentamento de Agandjú e Agodô usamos espada, balança, livro, machado de dois lados, pilão e um anel de pedra vermelha para o Xangô Agodô.

Neste link abaixo você pode acessar no YouTube a Reza de Xangô na Nação Cabinda.
Reza de Nação de Cabinda de Xangô

Os próximos Orixás serão Odé e Otim.
Quer saber mais? Entre em contato conosco pelo e-mail danieladeoxumademum@gmail.com

Axé a todos!

sábado, 7 de janeiro de 2012

De Bará a Oxalá - YANSÃ

por Pauline de Yemanjá Bocí




YANSÃ


Yansã é a terceira Orixá do Orumalé. Deusa dos Raios e Tempestades, Yansã é uma guerreira. Carrega em cada uma de sua mãos uma espada e uma vassoura de crina de búfala. Yansã é responsável pelas alianças, tanto amorosas como de trabalho, familiar, enfim todo tipo de aliança. Conta-se na lenda de Yansã ela casou-se com todos os Orixás e com cada um deles aprendeu um segredo importante, por isso Yansã é muito aclamada e existem todos os tipos de serviços para ela.

Yansã era um mulher muito formosa mas um tanto quanto afoita. Oxum ensinou seus truques de beleza a Yansã tornando-o mais bela ainda. Fora casada com Ogum, com quem ela aprendeu a arte da Guerra. Tempos depois Xangô apaixona-se por ela. Ogum tinha o hábito de beber bastante e para fugir com Xangô ela embebeda Ogum. No batuque Yansã e Ogum dançam a Aforíba que é a dança que caracteriza a guerra entre Ogum e ela em decorrência da fuga de Yansã.

CLASSIFICAÇÕES DA ORIXÁ YANSÃ


Yansã se classifica como Oyá Yansã e Oyá que se subdivide em Oyá Timboá e Oyá Dirã.

Oyá Yansã
Oyá Yansã tem como característica marcante a importância que dá para a família e seus filhos. 

Oyá Dirã
Oyá reina nas Ruas e nas Encruzilhadas, trazendo movimento. O Assentamento de Oyá Dirã em um Ilê de em frente a porta de entrada dentro do Ilê(em uma casinha assim como o Bará Lodê). 

Oyá Timboá
Oyá Timboá reina no Cemitério, a senhora dos Eguns tem seu Assentamento quando o Babalorixá ou Yalorixá possui o Balê ficando do lado do Balê ou nos fundos ou na entrada do Ilê (geralmente um pátio e a casinha da Oyá Timboá fica dentro, afastada da Oyá Dirã). Toda vez que se entra no cemitério devemos pedir Agô (licença) para ela para que nos permita executar o serviço desejado. O que difere as Nações (Nagô, Oyó, Gêge, Ijexá, Gêge e Ijexá) é que nós da Nação de Cabinda no caso de sermos filhos de Oxum ou Yemanjá ou Oxalá podemos entrar no cemitério para qualquer serviço. Nas outras Nações isto geralmente não é possível.

A forma que saudamos Yansã é EPAIÊIO. As cores respectivas dela são o branco e o vermelho. O dia da semana de Yansã é terça-feira.

Suas ervas características são: guiné, oro, alevante, dinheiro em penca, fortuna, avenca, espada de Santa Bárbara, espada de Santa Catarina, erva de Loyá, abóbora (folha), alecrim, amor perfeito, batata doce (folha), moranga (folha), morango (folha), romã (folha), suspiro, pitangueira (folha), manjericão, jasmin, imburana.

Os Adjuntós (combinações) de Yansão são:

Yansã Oyá Timboá com Bará Lodê ou Ogum Avagã
Yansã Oyá Dirã com Ogum Avagã
Yansã Oyá com Bará Adague (às vezes com Bará Lanã ou Bará Agelú), Ogum Onira, Xangô Agandjú, Xapanã Jubeteí
Iansã com Bará Lodê, Xangô Agodô, Xapanã Sapatá, Xapanã Belujá

Yansã rege os seguintes órgãos: estômago, trompas, vagina, sangue, ossos da cintura pélvica, seios.

Em seu assentamento vão os seguintes itens: espada, par de alianças, punhal, vassoura de crina de cavalo, espada em forma de raio.

Na oferenda (frente - comida dos Orixás) que fazemos para Yansã Oyá e Oyá Dirã, usamos pipoca estourada, 6 rodelas fritas de batata doce, dendê ao redor das batatas doce, uma maçã vermelha e um fio de mel em cima da maçã. A oferenda de Oyá Timboá leva os mesmos itens e uma batata doce assada com pele.  Seu Ocutá é em forma arredondada parecendo um coração e de cor avermelhada. Os serviços feitos para Yansã geralmente são voltados para o lado amoroso e quem pretende comprar uma casa oferecemos a sua frente. Pode-se também fazer Banho para Yansã para atração.


Neste link abaixo você por acessar no Youtube a Reza de Yansã de Nação Cabinda.
Reza de Nação Cabinda de Yansã

Quer saber mais? Entre em contato conosco pelo e-mail danieladeoxumademum@gmail.com

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Banhos para Atração


BANHO PARA O AMOR

  • Casca de Maçã Seca
  • Casca de Bergamota Seca (Laranja Cravo)
  • Pétalas de Rosas
  • Perfume de Alfazema
Obs.: Pode-se acrescentar mel e perfume a gosto

BANHO PARA DESCARREGO FEMININO

  • 1 Champagne
  • Pacote de fumo desfiado ou em ramo
  • Alevante
Preparo: Rale a erva e o fumo no champagne, deixe em enfusão. Coê e acrescente um pouco de água. Importante: Não deve ser usado por pessoas Iniciadas ou feitas na Nação Africana)

BANHO DE ATRAÇÃO PARA CASAS NOTURNAS OU MULHERES QUE AS FREQUENTAM

  • Manjerona
  • Alecrim
  • Dama da Noite
  • Chamarisco
Obs.: Pode-se acrescentar mel e perfume a gosto

Quer mais dicas? Entre em contato conosco pelo e-mail danieladeoxumademum@gmail.com ou pelo telefone (81) 3478-5805

07 DE JANEIRO - Dia da Liberdade de Culto




É com muito prazer que estamos divulgando que amanhã (06/01/2012) a Yalorixá Daniela de Oxum Ademum será entrevistada para divulgar a Nação Cabinda em Recife pelo programa Conexão UFPE Saúde. Temos muito orgulho de sermos a primeira casa de Nação Cabinda e Quimbanda de Malei e Mussurubi em Recife e região metropolitana.
Serão entrevistados também o Filósofo, Pesquisador em Ciências das Religiões e Babalorixá Érico Lustosa, o Teólogo e Pastor Evangélico Demetrius Gomes e a Professora de História das Religiões da UFPE Silvana Brandão.
O Conexão UFPE Saúde começa às 13h pelo horário local de Pernambuco (14h pelo horário de Brasília e meio-dia em Manaus).


Sintonize 99,9 Universitária FM ou pela internet www.tvu.ufpe.br

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

De Bará a Oxalá - OGUM

por Pauline de Yemanjá Bocí


OGUM


Ogum é o segundo Orixá do Orumalé. Deus da Guerra e das Armas, ele é responsável pela forja dos primeiros instrumentos bélicos. Carrega consigo a Espada e o Escudo. Ogum está sempre a frente nas nossas batalhas diárias, dando força para guerrear. É um Orixá de Frente como costumamos chamar. No mito, Ogum fora casado com Yansã e Yemanjá. Ogum fora traído por Yansã que o deixou para casar-se com Xangô (O Rei do Orumalé). Conta-se que Ogum gostava muito de beber e Yansã o embebedou para fugir com Xangô. Furioso quando descobriu que Yansã estava com Xangô ele o chamou para guerrear, quem ganhasse ficaria com a guerreira Yansã. Ambos lutaram incansavelmente e Xangô conquista o poder de permanecer com Yansã como sua esposa.
O casamento com Yemanjá fora conflituoso. Yemanjá foi casada e deste primeiro casamento ela teve 10 filhos, em decorrência disso seus seios ficaram enormes. Certo dia, ela cruza com ele e ambos se apaixonam perdidamente. Alí começa um romance muito respeitoso porque Yemanjá pediu que ele somente não falasse do tamanho dos seus seios e ele pediu que ela não falasse sobre a seu hábito de beber. Tudo corre bem entre eles dois até que um dia Ogum chega bêbado em casa e Yemanjá reclama. Muito bravo, ele pede que ela se cale e fala do tamanho dos seus seios.
Muito magoada, Yemanjá foge de Ogum e fica vagando. Seu pai tinha lhe presenteado com uma garrafa que instruiu que ela só a quebrasse quando ela estivesse passando por alguma situação muito grave, Yemanjá se recorda da existência da garrafa e a quebra. De repente, abriu-se o mar ao seus pés e Yemanjá permaneceu lá. Ogum, obstinado por ter Yemanjá de volta tenta alcançá-la mas as ondas do mar não permitem. Yemanjá vive até hoje nos mares e Ogum nunca mais viu Yemanjá.


CLASSIFICAÇÕES DO ORIXÁ OGUM

Avagã
O Ogum Avagã reina nos trilhos do trem e nas Encruzilhadas abertas. No Assentamento do Ogum Avagã em um Ilê, ele fica junto com o Bará Lodê (na casinha dentro do Ilê e de frente para a rua) porque ambos são predominantemente de força masculina. Mulheres que querem engravidar ou ainda estão em período fértil não é aconselhado que elas se postem em frente ou peçam Agô (licença) para Ogum Avagã (só se a casinha estiver fechada) ou Bará Lodê.

 Onira
Uma característica marcante do Orixá Ogum é que os serviços feitos para ele são para trabalho (emprego), livrar de algum problema com polícia e para defender demandas.

Adiolá
Existe um rito no Batuque que Ogum e Iansã lutam cada um com suas espadas e dançam Aforíba. Iansã embebeda ele e finge que está bêbada, vence ele e foge para ficar com o Xangô. A bebida característica do Ogum é o Atãm. Feita com frutas (menos a banana que é a fruta de Xangô), groselha, suco de laranja e guaraná.

A forma de se saudar Ogum é OGUNHÊ. As cores respectivas de Ogum são o vermelho e o verde. O dia da semana de Ogum Onira e Adiolá é quinta-feira e o dia do Ogum Avagã é segunda-feira.

As ervas características dele são: guiné, oro, alevante, dinheiro em penca, fortuna, cevada, caruru, pata-de-vaca, alfafa, espada de São Jorge, lança de São Jorge, rosa de São Jorge, aipo, escadinha do céu (rabo de galo), açoita cavalo, chicória (endívia), aroeira, beldroega, quebra-tudo, douradinha-do-campo, quina-do-mato, barbatimão.

Os adjuntós (combinações) de Ogum são:

Ogum Avagã com Oyá Timboá ou Oyá Dirã
Ogum Onira com Oyá
Ogum Adiolá com Oxum Epandá ou Yemanjá Bocí

Ogum rege os seguintes órgãos: dentes, nariz, costelas, sangue, músculos e ossos da coxa. 

A frente do Ogum leva uma costela com geralmente 7 ripas e o miamiã gordo (com azeite de dendê). O Ocutá do Ogum deve ser na forma de um capacete.



Neste link abaixo você por acessar no Youtube a Reza do Ogum de Nação Cabinda.
Reza de Nação de Cabinda de Ogum

O próximo Orixá será Iansã.

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Axé a todos!

Dicas para Banhos

O Exú Rei das Sete Encruzilhadas da Lira, por intermédio da TataInkice Daniela Salles, transmitiu os seguintes banhos para Limpeza Espiritual em geral.

Com o intuito de ajudar a todos que acessam o blog estamos disponibilizando as ervas necessárias.


BANHO PARA ABRIR CAMINHOS


  • Louro
  • Cedro
  • Sândalo
  • Sálvia em Pó
  • Cominho em Pó
  • Folha de Batata Inglesa
  • Aroeira


BANHO CONTRA ENERGIAS MALÉFICAS


  • Manjericão - Malva Cheirosa
  • Guiné
  • Aroeira
  • Alecrim
  • Funcho
Obs.: Pode-se acrescentar mel e perfume a gosto


BANHO DE DESCARREGO


  • Espada de São Jorge
  • Espada de Santa Bárbara
  • Lança de Ogum
  • Arruda macho
  • Arruda fêmea


BANHO PARA CLAREAR OS CAMINHOS 

  • Alevante
  • Arruda fêmea
  • Cambuí
  • Anis
  • Pétalas de Rosas Vermelhas
  • Folha de Aroeira
  • Alevante
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

De Bará a Oxalá - BARÁ

por Pauline de Yemanjá Bocí



Nos próximos 12 dias contando a partir de hoje, iremos discorrer sobre os Orixás, suas características, classificações, rezas e tudo o que desrespeitar cada Orixá com o intuito de divulgar a Nação Cabinda.
Seguiremos a ordem começando por Bará e finalizando em Oxalá.


                                                            BARÁ
                                                     

Bará é o primeiro Orixá do Orumalé. Dono da Chave e dos Caminhos, Bará é um Orixá de Epô (dendê) exceto por Bará Agelú. É o Orixá de Frente, guiando nossos caminhos e firmando nossos passos. No mito, Bará era um Exú que devido ao seu merecimento fora convidado para integrar-se aos Orixás por Pai Oxalá. Os Exús são o calço que precisamos diariamente, sempre acompanhando e protegendo, costuma-se chamar de Povo da Rua. Na Nação Cabinda,  Bará é o primeiro Orixá que reverenciamos porque sem eles os caminhos tornam-se tortuosos e muitas vezes cheios de obstáculos intransponíveis.

Na mitologia africana, Bará detinha o poder de jogar o Ifá (búzios) e há muito tempo Oxum queria aprender os segredos do Ifá. Bará sempre negava ensinar para Oxum. Ela, muito determinada pensou em uma forma de fazer com que Bará lhe ensinasse a jogar o Ifá. Certo dia Oxum saiu às ruas com seus truques de beleza e encontrou Bará. Ele lhe pergunta o que ela tinha nas mãos, Oxum respondeu que era um pó para embelezar o rosto e assoprou nos olhos de Bará. Cego momentaneamente, Bará deixou o saquinho com os búzios dentro cair no chão. Oxum disse que juntaria para ele seus búzios, ele foi descrevendo cada búzio e dizendo o nome de um a um, assim Oxum assim aprendeu os segredos do Ifá.

CLASSIFICAÇÕES DO ORIXÁ BARÁ

Elegba
Elegba ou Legba é uma das classificações do Bará. Ele é o guardião dos Eguns.
Elegba só pode ter assentamento em uma casa de religião se esta possuir um Balê (forma como chama-se um cemitério em Yorubá, onde o Pai-de-Santo ou Mãe-de-Santo faz serviços e serve os Eguns sem precisar ir ao cemitério). Caso contrário, Elegba não tem assentamento.

Lodê

O Bara Lodê tem características parecidas com o Elegba, ele é predominantemente masculino. Ou seja, só pode ser assentado por homens ou mulheres que não menstruam mais e não desejam engravidar mais.

Lanã
O Bará Lanã, assim como o Elegba, Lodê e Adague carregam a chave e o falo ereto em cada uma de suas mãos. O Bará tem por característica marcante o domínio da sexualidade masculina, traz consigo a força ativa sexual presente nos homens.

Adague
Outra característica forte de Bará é que ele é um Orixá de Guerra, lutando sempre para abrir os caminhos daqueles que o cultuam. Os Orixás que integram este grupo de Epô são: Bará, Ogum, Iansã, Xangô, Obá, Ossanha e Xapanã.
O Assentamento do Bará Adague fica localizado atrás da porta de entrada das Casas de Religião. É o único dos Barás que fica atrás da porta, junto com sua frente e seu condensador de energia (Ecós) para proteger a casa da entrada de Eguns. O Ecó do Bará deve ser sempre renovado uma vez por semana e principalmente quando se tem corte ou obrigação.

Agelú
O Bará Agelú é o menor dos Barás. Ele é representado por um menino de por volta 13 anos. Muito maroto, ele está sempre junto dos Orixás Xangô Agandjú Ibedji e Oxum Epandá Ibedji brincando e ajudando a Mãe Oxum Ademum, já que ela é Mãe de Xangô Agandjú Ibedji e Oxum Epandá Ibedji. O Bará Agelú tem seu assentamento em uma casinha de brinquedo dentro na parte de baixo do Quarto de Santo. No seu Assentamento pode conter brinquedos e principalmente carrinhos, já que o Bará assim como os outros carregam a chave, o falo ereto e o carrinho (brinquedo característico do Bará Agelú).


Em um batuque, o Bará é o primeiro a ter a Reza cantada. Na Nação Cabinda, quando os cavalos-de-santo (pessoas que são da religião e se ocupam com o Orixá) não sabem que se ocupam, isto é um segredo de Nação como costumamos chamar. É IMPORTANE RESSALTAR: Os cavalos-de-santo somente se ocupam quando há a Balança e para haver a Balança é necessário que se tenha Obrigação de Santo de 4 pés e haver no mínimo 8 filhos-de-santo prontos (filhos que tem no mínimo Obrigação de 4 pés). Quando o cavalo-de-santo filho de Bará chegam eles são sempre os primeiros a se ocupar. Quando eles chegam a forma de saudarmos eles e durante a Reza é ALUPO em Yorubá (língua proveniente de Angola).

O dia da semana dos Barás Elegba, Lodê, Lanã e Adague é segunda-feira. O dia da semana de Bará Agelú é sexta-feira. A cor correspondente do Bará e suas classificações é o vermelho.

Os adjuntós (combinações) de Bará são:

Bará Elegba com Oyá Timboá. A Timboá é a Guardiã dos Cemitérios e Elegba o Guardião dos Eguns.
Bará Lodê com Iansã e Obá.
Bará Lanã com Obá e às vezes com Oyá
Bará Adague com Oyá e Obá
Bará Agelú com Oxum Epandá e às vezes com Oyá.

As ervas correspondentes à Bará são: guiné, oro, alevante, dinheiro em penca, fortuna, arnica, amendoim (folha), couve, batata inglesa (folha), erva lanceta, cipó-mil-homens, vassoura, carqueja, erva de Nossa Senhora, canela-sassafrás.

O Bará rege os seguintes órgãos do corpo humano: pênis, pâncreas, uretra, urina, sangue, ossos das mãos e ossos das pernas.

O ocutá (Pedras que são o ponto principal entre o Orixá e o iniciado) tem que ser em forma piramidal. A frente (comida do Orixá) leva milho de galinha, pipoca e batata assada com as moedas. Faz-se também o condensador de energia (Ecós) para que as pessoas que frequentam não peguem as cargas dos clientes e para limpar o ambiente.


Os serviços mais comuns feitos para Bará são aberturas de caminhos para negócios e trabalhos em geral.

Neste link abaixo você por acessar no Youtube a Reza do Bará de Nação Cabinda.
Reza de Nação Cabinda do Bará

O próximo Orixá será Ogum, não deixe de acompanhar!

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